Reavivamento Messiânico

Escrito por Igor Miguel   
 
Creio que a oração do profeta Habacuque não deixa de fazer sentido mesmo em nossos dias. Aviva tua obra Senhor no meio dos anos, e no meio dos anos a faze conhecida! (Hb 3:2). D’us está produzindo uma geração que sobe a Sião. Que eleva os corações para o monte do Senhor, preocupada em encontrar respostas ao invés de uma religiosidade institucionalizada, massificada e comercializada. Só encontramos est    a fé no oriente, em Jerusalém, onde as palavras dos profetas eram proclamadas. Verdades atemporais que mudariam o eixo das nações, movendo a terra em direção ao cumprimento cabal das promessas de D’us.  
 
Como judeus e gentios messiânicos temos a responsabilidade de sermos instrumentos de D’us. Instrumentos para curar, libertar, salvar e principalmente restaurar a Noiva do Messias conforme os moldes vividos e promulgados pelos apóstolos no 1º século. Não podemos perder a visão. Não podemos nos desligar deste profético mover do Espírito.  
 
Não estamos preocupados em impor tradições judaicas, estamos preocupados em devolver à Igreja suas raízes que estão fundamentadas na Torá, nos Profetas e nos Apóstolos. Não é questão de judaísmo é questão de identificar a nossa fé messiânica com 12 apóstolos judeus e com uma Bíblia que é judaica. Se descontextualizarmos a Bíblia de seus fundamentos, encontraremos um evangelho estranho e ocidentalizado, infelizmente foram homens com visão míope e tendenciosa que fizeram isto.  
 
Porém vivemos um tempo de restauração das ruínas antigas que estão sendo levantadas por obra de Ruach HaKodesh (Espírito Santo). 
 
Estamos preocupados em vermos uma geração cheia do testemunho da Torá, uma geração cujos olhos se apegam aos preceitos e testemunham a justiça de Yeshua através de uma vida de obediência aos mandamentos. Não somos justificados por obras, pois a nossa justiça é o MESSIAS YESHUA – HATSADIK (O JUSTO). Porém, pelo poder que ele nos concede pelo Espírito da Nova Aliança, vivemos uma vida de obras que testemunham o Justo em nós. Quando obedecemos a Torá, quando amamos o próximo, quando não cobiçamos a mulher do próximo, quando não odiamos, quando separamos um dia (O Shabat) para o nosso Criador, testemunhamos YESHUA e Sua santidade.  
 
O mundo moderno conhece o evangelho das oratórias brilhantes, dos chavões evangélicos. Mas, quando o mundo conhecerá o evangelho do testemunho, da obediência, do amor à Palavra? O evangelho não é só Páscoa, o evangelho não é só o sangue do cordeiro. O evangelho também é Pentecostes, quando a Torá é impressa nos corações e testemunhamos com poder o que o Messias nos confiou.  
 
Não podemos viver um evangelho incompleto, onde o testemunho é limitado pela nossa passividade de permanecer no deserto, antes, porém temos um encontro no Sinai, onde a Torá é impressa em nossos corações (Jeremias 31.31) e finalmente experimentamos um verdadeiro Pentecostes! (Atos 2).  
 
Sei que muitos cristãos estão vivendo esta realidade hoje, não por sua culpa. Mas, muitos crentes pararam no “sangue de Jesus tem poder” e não partiram para “Eu tenho poder em nome de Yeshua”. Ele disse que receberíamos poder para sermos TESTEMUNHAS (At 1:8). Interessante, porque a Torá é chamada de “Tábuas do TESTEMUNHO”. Porém, tábuas não podem testemunhar com eficiência, mas sob o homem recai a responsabilidade de Testemunhar o quê com as mãos D’us escreveu. O problema, é que endurecemos nossos corações. Transformamos os nossos corações em verdadeiras pedras, mas o profeta disse “... tirarei o coração de pedra e lhes darei um coração de carne...” (Ezequiel 36:26b).  
 
Quando o crente entra neste nível de fé e experiência com D’us, ele confronta as trevas, ele choca o reino de Satã com um testemunho de poder impressionante. Conseqüentemente os deuses pagãos (demônios) vão sendo destronados, julgados, dando lugar ao Reino de D’us através de Yeshua HaMashiach.  
 
Temos que restaurar os ministérios fundamentais. A comunidade judaico-messiânica e os cristãos que apóiam o movimento no Brasil. Devem elevar suas orações a D’us para que Ele levante estes ministérios na comunidade judaico-messiânica no Brasil. Precisamos de apóstolos, profetas, evangelistas, pastores e mestres.  
 
Apóstolos são emissários que lançam fundamentos, que abrem caminhos em terras inóspitas, que proclamam o estabelecimento do Reino de D’us. Eles dão o start a comunidades locais. Os profetas então, chegam exortando, consolando e animando a comunidade para não parar. Os evangelistas dão crescimento, os pastores apascentam e fortalecem a comunhão da comunidade com D’us e com o próximo; e finalmente o Mestre (Rav) amadurece a comunidade através do Ensino.  
 
Se fizermos isto, chegaremos a unidade da fé e seremos semelhantes a Yeshua (Efésios 4.7-16).  
 
A Igreja ainda não testemunha com poder, exatamente porque estas funções não são exercidas. A questão não é o título de apóstolo, mestre ou evangelista. O título pouco importa, o importante é o bom funcionamento destes ministérios ou serviços.  
 
Queremos dizer para o Corpo de Cristo, a Igreja, que somos parte integrante dela. Nós temos o mesmo Noivo e somos crentes no mesmo Messias. Não achamos que somos melhores do que ninguém. Apenas temos um chamado específico, de nos unirmos ao nosso povo Israel e adornar a Noiva do Noivo Judeu Yeshua, com as vestes apropriadas para que ela se encontre com Ele. Igreja, queremos dizer que somos um com você! Somos a Igreja também. Porém, temos compromisso com a Torá por entendermos que ela tem função qualitativa para a fé. Pedimos tolerância, pois temos lutado para erradicar algumas raízes anti-semitas da Igreja e este trabalho de tirar um “corpo estranho” não é tarefa fácil. Conseqüentemente produzirá incomodo, mas nada que o tempo não cure. Não é questão de salvação é questão de termos uma vida imersa em uma cultura que só visa glorificar o nome de nosso Criador.  
 
“O Senhor nos ordenou que cumpríssemos todos estes estatutos e temêssemos o Senhor, nosso D’us, para o nosso perpétuo bem, para nos guardar em vida, como tem feito até hoje” Deuteronômio 6:24.  
 
Vejam como estas palavras são lindas, são palavras do próprio D’us, são palavras que foram reveladas enquanto o Monte Sinai quase derretia diante da presença de D’us. A questão é que estas palavras estão na LEI na TORÁ, e para muitos cristãos a Lei foi abolida por Jesus. Porém, YESHUA (JESUS) foi claro quando disse: “Não penseis que vim abolir a LEI ou os profetas, não vim para abolir, mas, para completar a LEI...” (Mt 5.17 – conforme o original grego). Estas palavras de Deuteronômio que lemos anteriormente, dizem que o objetivo da Torá é PARA NOSSO PERPÉTUO BEM e para nos GUARDAR EM VIDA. A questão não é a soteriologia (doutrina da salvação), mas sim o testemunho após a experiência de salvação. Só teremos condições de chegar até a presença de D’us, assumindo esta postura e assim conquistarmos territórios para Seu Reino.  
 
Certa vez ouvia de um amigo judeu, que não é discípulo de Yeshua, que Jesus não poderia ser o Messias porque ele não restaurou as tribos perdidas de Israel. Bem, hoje temos condições de dizer para pessoas como estas, que isto não é verdade. Quantas pessoas chegam em nossa comunidade, tendo tradições judaicas perdidas em sua família, indícios históricos de antepassados judeus, quantos testemunhos de pessoas trazidas pelo Ruach (Espírito) de volta às suas raízes judaicas. O que será isto? Esta é uma obra do Messias, eles estão redescobrindo a Torá sob a ótica de um Messias que não estava tão preocupado com quantas milhas se deve andar no Shabat, mas com quanto amor devemos amar o próximo no Shabat e em outros dias. Um mestre que mostrou a beleza do Shabat, quando estendeu a mão a doentes para cura-los. Que não tinha a intenção de abolir o Sábado, mas, em transforma-lo em um dia de alegria e júbilo (a glória que lhe era devida). Nós vemos hoje judeus crentes voltando a Sião como discípulos de Yeshua, cumprindo profecias de séculos atrás. É impossível não sentirmos nosso coração abrasado e cheio da presença de D’us enquanto testemunhamos estas maravilhas.  
 
Por que vemos pessoas vindo de longe, quando não de outros países, para aprenderem um pouco mais da Torá conosco? Por que elas vêm de tão longe só para ouvirem uma palavra que vem da fonte original e para beberem de suas fontes. Os que criticam, simplesmente o fazem porque ainda não experimentaram destas águas.  
 
Queridos, temos certeza que se você elevar sua voz em oração agora e fixar seu pensamento Naquele que te salvou – Yeshua HaMashiach (Jesus o Messias) – e permitir que Seu Espírito lhe revele o que somos e o que D’us está fazendo neste pais com estes poucos judeus que crêem Nele e gentios que se comprometeram com Sua Pessoa, tenho certeza que você descobrirá algo fascinante. Você perceberá que a Bíblia faz sentido como um todo, e que o “Antigo Testamento” (como é chamada a Bíblia Hebraica) é muito mais que uma porção histórica da Bíblia. Ele é parte vital de nosso relacionamento com D’us e com Sua ação no tempo e na cronologia profética.  
 
Então, querido, te convidamos a se juntar a nós neste projeto profético! Não te convidamos a deixar sua denominação, mas para que você se junte a nós nesta visão profética. Divulgue na sua Igreja esta revelação, proclame como profeta aos quatro cantos da Terra esta visão de que o MESSIAS YESHUA É JUDEU e que ELE É O SALVADOR!  
 
“EIS O GRITO DOS TEUS ATALAIAS! ELES ERGUEM A VOZ JUNTAMENTE EXULTAM; PORQUE COM SEUS PRÓPRIOS OLHOS DISTINTAMENTE VÊEM O RETORNO DO SENHOR A SIÃO” (Isaías 52:8).  

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Ministério Ensinando de Sião - Brasil 
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