Nôach envia o Corvo e a Pomba

Após quarenta dias, a chuva parou. A terra, porém, ainda estava inundada e a água ainda cobria os picos das altas montanhas. Passaram-se mais cento e dez dias para a água começar a baixar. A arca deixou de flutuar e parou sobre as montanhas de Ararat. A água continuou a baixar até que os topos das montanhas puderam novamente ser vistos.

Quarenta dias depois, Nôach abriu uma janela da arca. Enviou um corvo para examinar se a água tinha baixado completamente. Talvez houvesse novamente grama ou folhas para alimentar os animais. Mas o corvo não se distanciava da arca, pois a terra ainda estava inundada. Voava em círculos ao redor da arca e Nôach compreendeu que o chão ainda estava cheio d'água.

Esperou mais sete dias e mandou uma pomba. Se ela encontrasse um ponto seco para pousar, Nôach saberia que a água finalmente havia desaparecido da superfície da terra. Mas o chão estava molhado demais para a pomba pousar e a ave regressou à arca. Nôach estendeu a mão fora da janela para apanhá-la.

Sete dias depois, mandou a pomba pela segunda vez. Nôach esperava que a terra estivesse seca. As horas se passaram e não havia sinal da pomba. Estaria o chão tão seco que ela havia encontrado um local para construir um ninho? Será que não mais voltaria para a arca? Perto do anoitecer, Nôach foi saudado por uma visão encorajadora: a pomba estava voltando para a arca com uma folha fresca de oliveira em seu bico.

Nôach esperou mais uma semana e enviou a pomba pela terceira vez. Desta feita, a terra estava suficientemente seca para a pomba nela se fixar permanentemente e a ave não voltou mais para a arca. Nôach sabia agora que a terra era novamente habitável.

Mais de um ano depois que Nôach entrou na arca, a 27 de Cheshvan de 1657, D'us ordenou a Nôach e a sua família:

"Saiam da arca!"

Nôach e sua família voltam para a terra

Quando Nôach e sua família saíram da arca, Nôach construiu um mizbêach (altar). Ele pensou, "Por que D'us me ordenou que trouxesse sete pares de animais casher para dentro da arca e não apenas um par? Com certeza queria que eu oferecesse os restantes em sacrifício para agradecer-Lhe por ter salvo a mim e a minha família do dilúvio e dos animais selvagens da arca."

Os sacrifícios de Nôach agradaram a D'us.

Quando Nôach e sua família voltaram para a terra firme, não havia árvore, grama ou pessoa alguma. Nôach e sua família eram os únicos seres humanos sobre uma terra que parecia um enorme deserto. Estavam assustados e tristes. Seriam capazes de construir um mundo novo?

D'us apareceu para Nôach e sua família e os abençoou, prometendo:

"Não temam! Hei de multiplicar vocês, e novamente haverá muitas famílias sobre a Terra. Não tenham receio de que os animais selvagens irão atacá-los porque são muito poucos. Irei protegê-los."

D'us permitiu a Nôach e a todos os homens comer a carne de animais. Até aquela época, só era permitido às pessoas comerem vegetais.

O sinal do arco-íris

Nôach pediu a D'us para que nunca mais mandasse outro dilúvio. O Criador prometeu-lhe:

"Nunca mais mandarei outra inundação que destrua o mundo inteiro.

"Como sinal de minha promessa, vou lhes mostrar o seguinte: De tempos em tempos, Meu arco-íris aparecerá nas nuvens. Este será um sinal de que me lembro da promessa de não trazer outra inundação."

Por isso, sempre que vemos um arco-íris, pronunciamos a bênção: "Baruch... zocher haberit veneeman bebrito vecayam bemaamarô"

"Abençoado és Tu, D'us, nosso D'us, Rei do Universo, Que lembras da promessa (de não destruir o mundo através de um dilúvio) e Que és fiel ao Teu acordo e mantém Tua palavra."