Casando com as Afinidades

Solteiros, por favor, casem com o maior número possível de afinidades entre si. Não sei o que dá em certos casais que se casam sem afinidade alguma entre eles, ou, com um número muito reduzido de afinidades. Parece que aqui entra o jogo de um conquistar o outro que é bem diferente de si. Como em uma competição. E neste... jogo de conquista, entre as diferenças dos diferentes, entra muita sedução e onde tem muita sedução tem muita mentira também. Pronto a confusão está armada e quando, lá na frente, o ferro for limar o ferro o faiscamento não afia um ao outro mas sim desgasta e incinera o relacionamento de ambos. É necessário conhecer o outro e buscar as afinidades. Claro que ninguém vai encontrar alguém que em tudo são afins, mas há de se encontrar um maior número de afinidades entre os dois. Se forem muitas as diferenças, melhor continuar no território da amizade em preto e branco mesmo. Nada de um achar que "dobrará" o outro, que tudo dará certo no futuro, que as diferenças do outro são irrelevantes, que um faz o outro calar e concordar, pois, no futuro aquele que se curvou se reerguerá, as coisas começarão a gerar conflitos, quem calou vai querer falar muito (e alto), quem concordou passará a discordar e absolutamente tudo é relevante na individualidade de uma pessoa. O confronto aqui é sofrível. Portanto, busque as afinidades nos seus pretendentes, examine seus gostos, seus temperos, suas opiniões, suas reações, seus sabores, odores e suas cores (tudo é importante); e case com aquele com quem tiver maior quantidade de afinidades. Menos beijos e menos amassos e mais bate-papo e mais diálogo. Muito contato físico incendeia e queimando ninguém vai quer saber de conversa e aí está o perigo, pois quando a temperatura voltar ao normal, a paixão se for, ficarão as diferenças para os embates entre os dois. Na minha vida ministerial já dei cursos para noivos, já celebrei casamentos, já palestrei para casais, já dei aconselhamento para casais em crises e tenho visto como as diferenças, em maior quantidade, tem afetado o matrimônio de muita gente. Tudo porque antes do casamento ninguém se lembrou de averiguar as afinidades - ou as diferenças. É para isto que serve o namoro ou compromisso, como queiram, é para que um conheça o outro e conheça, acima de tudo, as afinidades entre si. Não é conhecer o corpo físico um do outro, é conhecer a personalidade, o temperamento e o carácter um do outro, afinal, nunca atendi um casal em crise por motivos físicos/corporais, nunca. Sempre os conflitos são de foro íntimo, sobre o jeito de ser de cada um agravado pelas descobertas das diferenças. Sejamos sábios, a amizade já nos dá uma prova nesta matéria, pois amigos são aqueles que nos são afins. Amigos têm muitas coisas em comum e isto é ótimo! Não compreendo que para casar a pessoa abandone este aprendizado e escolha justamente alguém com quem não tem afinidade, ou tem afinidade em pouca quantidade e se casam! É problema na certa. E nada de pensar na cara metade, na outra metade da laranja ou maça... esqueça, você não é uma fruta pela metade. Você é inteiro (a). Ninguém vai te completar em nada. Quem te completa é D'US. Ou vocês somarão ou multiplicarão e será tremendo seus horizontes, ou, vocês dividiram e subtrairão e será medonho seus horizontes. Um inteiro mais um inteiro, eis um casal. E também, nada de dizer que foi D'US que escolheu e te deu seu cônjuge. Não meta D'US nesta fria. Se a coisa for pro ralo o que você estará dizendo? Que D'US te enganou? Que D'US não soube escolher direito? Que a culpa é de D'US? Ah, pára com isso! Se você se casou com as diferenças personificadas como seu cônjuge, reconheça que você tem um trabalhão pela frente mas nada de abandonar o barco, pois esta experiência que te custará também reservará uma riqueza e crescimento descomunal para ambos. Se você se casou com as afinidades personificadas como seu cônjuge, a amizade amistosa permeará seus dias, o companheirismo, que também devem ser trabalhados, mas será com um esforço menor. A Tanach (Bíblia) está repleta de relatos de vida de casais em ambos os casos que muito enriquecem nosso discernimento para uma tomada de decisão mais acertada. Particularmente gosto muito de casamentos. Também sou conhecido como um sacerdote casamenteiro, pois gosto que pessoas se casem e que novas famílias surjam, mas é muito triste ver um casal em conflito e um casamento se acabando; já chorei muito com casais, já orei muito pela restauração de casais, já jejuei muito pelo restabelecimento de famílias inteiras, já fiz muitas vigílias pelos matrimônios e já perdi a conta das vezes que atendi casais em crise. Mas será que a experiêcnia não nos ensina nada? Claro que sim. Vamos dar uma mãozinha para nós mesmos. D'US já fez a SUA parte nos dando inteligência... exercê-la é cá com a gente! Então, bom casamento para quem for se casar (não se esqueça do checklist das afinidades) e bom casamento para quem já se casou (os de muita afinidade vão trocar beijinhos agora, já os de poucas afinidades... bem, boa sorte), mas o mais importante é que D'US abençoará e o HUACK HA KODESH ajudará todos aqueles que desejarem ser felizes em seus casamentos! Família é sonho do ABA!!! Shalom, amados e sejam felizes!!!

Rabi Eder Pinheiro (Pastor e Profeta)